Oi. Você já
ouviu o disco Tattoo You (1981), do Rolling Stones? Então respira fundo e senta
que lá vem música.
Décimo
sexto disco dos Stones na Inglaterra, décimo oitavo nos EUA, e o último de uma
geração de discos da banda que chegaram ao topo das paradas americanas. Foram
dez anos consecutivos, desde Sticky Fingers (1971).
A segunda metade da década de 70 e o início dos anos 80 foi marcado pelo abuso de drogas e idas para a reabilitação (Keith Richards, o imortal), sonegação de impostos (o que fez a banda se mudar da Inglaterra para a França), acusações de tráfico (o que fez a banda se mudar da França para Los Angeles), mas também podem ser considerada a era de ouro dos Stones. A banda voltava a cair no gosto do público jovem (sim, nessa época eles já eram velhos) e não parava de fazer turnês; e elas estavam ficando cada vez maiores, mais coloridas e mais elaboradas. Desse jeito, quem tem tempo para se dedicar a compor músicas novas (ainda mais quando Jagger e Richards estão emburradinhos um com o outro)?! Como o álbum anterior a esse (Emotional Rescue), Tattoo You é um apanhado de músicas abandonadas durante as gravações da década de 70, mas isso fica bem menos evidente dessa vez. O disco é cheio daqueles rocks de show em estádio lotado e é considerado por muitos como o melhor registro dos Stones (não na opinião de quem vos escreve, nem a de Mick Jagger, mas isso fica para outro post).
A segunda metade da década de 70 e o início dos anos 80 foi marcado pelo abuso de drogas e idas para a reabilitação (Keith Richards, o imortal), sonegação de impostos (o que fez a banda se mudar da Inglaterra para a França), acusações de tráfico (o que fez a banda se mudar da França para Los Angeles), mas também podem ser considerada a era de ouro dos Stones. A banda voltava a cair no gosto do público jovem (sim, nessa época eles já eram velhos) e não parava de fazer turnês; e elas estavam ficando cada vez maiores, mais coloridas e mais elaboradas. Desse jeito, quem tem tempo para se dedicar a compor músicas novas (ainda mais quando Jagger e Richards estão emburradinhos um com o outro)?! Como o álbum anterior a esse (Emotional Rescue), Tattoo You é um apanhado de músicas abandonadas durante as gravações da década de 70, mas isso fica bem menos evidente dessa vez. O disco é cheio daqueles rocks de show em estádio lotado e é considerado por muitos como o melhor registro dos Stones (não na opinião de quem vos escreve, nem a de Mick Jagger, mas isso fica para outro post).
O lado A é
mais roqueiro e lado B, mais sossegado. Você que vai ouvir o disco na vitrola,
já pode escolher que lado vai dar o play de acordo com a sua vibe do dia. A
primeira do álbum é também uma das mais conhecidas da banda. “Start Me Up”,
faixa rejeitada pela banda em 1975 e de novo em 1978, é um hino do rock,
suingada para caramba, mas é uma daquelas músicas que, ao exemplo de Hotel
California que eu escrevi outro dia, cansou de tanto que já tocou (isso pode ser
também porque eu coloquei essa música para tocar automaticamente sempre que eu
ligo meu computador... Há 6 anos). E o álbum é cheio de outras preciosidades. “Slave”,
“Hang Fire”, “Black Limousine”. Todas mostram muita versatilidade, com
influências de reggae, música negra norte americana, blues.
“Heaven”
mostra a fonte de onde bebem a maioria das bandas de indie rock de hoje em dia.
Em “Neighbors”, Mick Jagger acusa os vizinhos de tocar saxofone, fazer
algazarra e tentar roubar sua mulher... Tudo o que se espera quando os Rolling
Stones moram na casa ao lado. Essas duas são as únicas músicas que foram gravadas
exclusivamente para Tattoo You.
A última do disco, “Waiting on a Friend”, uma
faixa rejeitada de 1972, época quando Mick Taylor ainda tocava na banda, fecha
a obra com a maturidade de quem está chegando na meia idade, falando de um amor
perdido e aceitação, e com o saxofone do músico de jazz, Sonny Rollings.
Mas como
maturidade é um assunto delicado quando se fala no mundo dos rock stars, uma
bobice de criança acabou abalando a paz dos Stones. O título do álbum deveria ser
“Tattoo”. Até hoje Jagger jura por Jeová que não sabe como o “You” entrou no
título. Mas o caso é que entrou e essas três letras deixaram Richards puto e
achando que o vocalista estava tomando decisões na banda pelas suas costas. As
constantes brigas dos dois, que já vinham desde os anos 70 (madame, Brenda e
majestade eram só alguns dos apelidos que Richards dava para Jagger), não
diminuíram ao longo dos anos e, coincidência ou não, a era de ouro também não
voltou.

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